Quem vai ver seu velho televisor de tubo

Agosto 6th, 2008 de Andressa

por David , Seção: Hábitat s 01:18:40. - estadao.com.br

Faça as contas: a venda de televisores no Brasil está estável, na casa dos 10 milhões de unidades por ano; mas, dentro deste universo, a venda de televisores de tela fina - item top na lista de sonhos de consumo deste início de século - está duplicando, de 1 milhão em 2007 para 2 milhões em 2008; pode-se concluir que está havendo uma acelerada substituição de aparelhos, e que os tubos cinescópios estão sendo empurrados para fora das salas de estar.

O problema é: para onde vão esses televisores que o consumidor considera ultrapassados?

Milhares já foram para o quarto das crianças, para prejuízo da espécie humana; outros milhares foram gentilmente descartados em forma de presente para a empregada, para o porteiro do prédio, a sobrinha que foi morar com o namorado etc. Seja pelo poder de compra recém-adquirido pela classe C, seja pela generosidade conveniente das classes A e B, o fato é que dificilmente se encontra um lar sem TV no Brasil eletrificado.

Já no ano 2000, informa o IBGE, 39.060.188 domicílios contavam com pelo menos um televisor. Hoje, a oferta de aparelhos usados é tanta que não há mais escrúpulos em deixar muitos deles sob ameaça de pó e gordura em botecos e açougues, oferecendo entretenimento à freguesia.

Mais acessível, menos valorizado diante do charme e do status das telas finas, o televisor de tubo está mais perto do lixo. Na assistência técnica, já é difícil convencer os funcionários de que ainda existem problemas facilmente resolvíveis e que há salvação para aquela caixa antiga.

Os técnicos tradicionais, por outro lado, foram privados dos conhecimentos autorizados pelas grandes marcas, e suas oficinas de bairro viraram museus onde colecionadores podem encontrar legítimos Colorado RQ ou Telefunken de válvulas brilhantes. Menos mal.

Os televisores de tubo mais recentes talvez não tenham a qualidade suficiente para merecer um lugar em antiquários, e logo o Brasil pode ver com indiferença o que, nos anos 80, causava espanto: televisores nas calçadas do Japão ou dos EUA, à espera do caminhão de lixo.

Talvez isso não aconteça por aqui, embora já seja possível encontrar mais do que tubos descartados em lixeiras das grandes cidades brasileiras. O fato, porém, é que precisamos pensar a sério no descarte adequado desse material altamente tóxico, poluente e nocivo à saúde.

Uma consulta a três dos principais fabricantes (*) de televisores revelou que nenhum deles tem qualquer plano para disposição final de aparelhos velhos e seus resíduos - que incluem metais e metais pesados, cuja decomposição na natureza leva de 20 a 450 anos. A assessoria de comunicação da Eletros (associação dos fabricantes) também desconhece qualquer iniciativa neste sentido.

Uma rara ação envolvendo televisores usados foi feita em São Paulo, em 2007, por uma rede de supermercados que oferecia desconto de R$ 500 na compra de um aparelho de tela fina a quem trouxesse o seu velho TV de tubo. O desconto era balela e o televisor usado ia para instituições de assistência entreterem suas crianças carentes. Segundo a funcionária que organizou a ação, 50 televisores foram doados a 10 instituições, e “as crianças adoraram”.

Não é o que se pode classificar como, digamos, a melhor solução, mas a iniciativa mostra que o assunto desperta interesse e mobiliza as pessoas.

As empresas não são obrigadas a cuidar desse lixo tecnológico. Por enquanto, só fabricantes e importadores de pilhas e baterias estão submetidos à Resolução 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina o gerenciamento dos produtos descartados e a disposição adequada dos resíduos finais.

Talvez o Conama possa estimular os fabricantes de televisores ou, melhor ainda, os empresários talvez possam tomar a iniciativa de cuidar deste lixo, antes que ele se avolume demais. Não se sabe quantos televisores serão descartados nos próximos anos, mas, para se ter uma idéia, o mundo jogou fora 400 milhões de computadores nos últimos três anos, segundo o Comitê pela Democratização da Informática (CDI), que trabalha com a reciclagem de componentes.

Reciclar componentes de televisores, aliás, pode ser uma solução interessante.

Você conhece alguma iniciativa para orientar o descarte de televisores velhos?
Tem alguma sugestão para tratar desse problema?

* Os serviços de atendimento ao consumidor da Mitsubishi, da Sony e da Philips não têm qualquer orientação a dar a quem queira destinar um televisor usado. (consulta feita por nossa colega Martha Autran)

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Artesãs de Porto Alegre transformam garrafas pet em edredons

Julho 31st, 2008 de Andressa

Iniciativa conta com participação de 15 mulheres que executam trabalho desde 23 de julho.
Resultados motivam grupo a iniciar produção de almofadas e bolsas, entre outros itens.

Mulheres da comunidade do Morro Santana, em Porto Alegre, utilizam fibras de garrafas pet como matéria-prima para a fabricação de edredons. A iniciativa, de acordo com a prefeitura, conta com a participação de 15 mulheres que executam o trabalho desde 23 de julho. Os resultados já motivam o grupo a iniciar a produção de outros itens, como almofadas, travesseiros e bolsas.

“São fabricados objetos úteis e que serão vendidos por um preço bastante acessível, contribuindo para a geração de renda à comunidade, que é o objetivo principal da iniciativa”, explica Robson Rosa Lhul, agente de governança da região leste de Porto Alegre.

A fabricação de fios têxteis (fios ecológicos) começa com a lavagem das garrafas. Após serem processadas, as fibras são extraídas. De acordo com os organizadores do projeto, elas são macias e têm um poder de aquecimento tão grande quanto a lã natural.

O projeto é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMGL), o Comitê de entidades no combate à fome e pela vida (COEP/RS), o Banco Regional do Extremo Sul (BRDE), o Banco do Vestuário da Fiergs, a Transportadora Giulian e a Maxitex Indústria Têxtil Ltda.

Do G1, em São Paulo

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Aquecedor ecológico é construído com 1,8 mil garrafas pet

Julho 28th, 2008 de Andressa

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,15137542-EX,00.jpg

Equipamento foi instalado em alojamento do Exército no Paraná.

Consumo de energia elétrica pode ser reduzido em mais de 1,5 mil kW.

Um aquecedor ecológico construído com 3,3 mil embalagens - 1,8 mil garrafas PET e 1,5 mil embalagens longa vida – entrou em atividade segunda-feira (21), em Palmas, no Paraná. O equipamento, construído sob a coordenação da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, foi instalado no alojamento da 15ª Companhia de Engenharia de Combate do Exército Brasileiro, ocupado por 50 soldados.

Juntas, as 1,8 mil garrafas utilizadas na montagem do aquecedor paranaense representam o reaproveitamento de cerca de 100 quilos de plástico. “É o maior aquecedor solar já feito no país, ultrapassando Santa Catarina que possui um com 1,7 mil garrafas”, afirmou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, à Agência Estadual de Notícias.

O sistema é o mesmo dos aquecedores solares produzidos industrialmente. A diferença está no material utilizado para montar o painel que aquece a água - garrafas PET, embalagens longa-vida e alguns metros de canos de PVC.

A construção começa com o recorte das garrafas e das caixas que irão formar o painel. “O próximo passo é pintar de preto os canos e as embalagens longa vida que irão absorver energia solar e a transformar em calor”, explicou o técnico da secretaria que coordenou a montagem, José Dionir ‘Zeco’ Paz.

As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantêm o calor através de efeito estufa. “A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa”, explicou Zeco. Após seis horas, em média, nesse ciclo constante a água pode chegar a uma temperatura de até 38 graus no inverno ou mais de 50 graus no verão.

O uso de um aquecedor deste porte também pode reduzir em mais de 1,5 mil quilowatts (kW) o consumo de energia elétrica. “Construímos um aquecedor com mil garrafas que já comprovou esta economia, resultando em R$ 200 a mais no final do mês para a entidade beneficente onde foi instalado”, disse o catarinense José Alcino Alano, criador do sistema de aquecimento.

Divulgação/ Agência Estadual de Notícias

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Trançados da Ilha

Julho 21st, 2008 de Andressa

A Ilha Grande de Santa Isabel é a maior ilha pertencente ao delta do Rio Parnaíba, localizada na cidade de Parnaíba, a 326 quilômetros de Teresina, a capital do Piauí. A comunidade de Ilha Grande sobrevive basicamente do turismo, da pesca, da produção de arroz, do artesanato, da extração do pó da carnaúba e do pequeno varejo, nas quitandas.

A Tekoha trabalha com a Comunidade “Trançados da Ilha” há um ano. No final do ano passado conectamos essa comunidade a várias empresas por meio de Presentes Corporativos. Mas apenas nesse mês os seus produtos foram para venda no site, com venda varejo.

A Carnaúba é um dos símbolos do Piauí. Considerada a “árvore da vida”, dela se extrai a cera que é utilizada nas indústrias farmacêutica, cosmética, de aviação e de informática. As palhas servem para cobrir as casas e fazer peças artesanais e os troncos são utilizados na construção de casas, telhados e móveis. Tudo dessa árvore se aproveita.

Hoje, a comunidade tem organizada a Associação de Artesãos Trançados da Ilha Grande de Santa Isabel que conta com 25 artesãs que confeccionam várias peças utilizando a palha. Dona Serrate, líder e presidente da Associação, ajuda a coordenar o grupo de artesãs e assegura que a tradição da arte do trançado de carnaúba seja preservada. Dona Serrate conta que passou a criar peças diferenciadas e que chamaram a atenção de todos. “A mudança foi interna. Sou uma artesã que cria as próprias peças e repassei isso para as outras mulheres do grupo, a fim de que elas passassem a criar também”. Por causa disso, hoje, a comunidade atua em parceria com o SEBRAE/PI, Prefeitura do Município de Parnaíba e da Caixa Econômica Federal.

Por meio de cursos e treinamentos, as artesãs foram orientadas sobre a importância do associativismo para o fortalecimento do artesanato produzido em Ilha Grande. Com isso, as que já tinham uma noção do que é trabalhar em grupo passaram a ter isso como um compromisso firmado para sempre na vida. As artesãs aprenderam a ter um padrão de qualidade na produção das peças, como manter o estoque de matéria-prima, como o design pode ser um aliado fundamental na criação de novas peças e como comercializar os produtos no concorrido, e não menos exigente, mercado artesanal brasileiro.

A Associação dos Trançados da Ilha de Santa Isabel, foi selecionada (jun/07) como a única representante piauiense para compor a relação de entidades que vão expor e comercializar o artesanato brasileiro junto ao mercado externo.

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Benefícios de uma bicicleta

Julho 8th, 2008 de Andressa

bicicleta - bicicleta

Mais informações no Site da Bicicletada

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Visita Tekoha à Comunidade de Ivaporunduva

Julho 7th, 2008 de Andressa

No dia 03 de julho de 2008, a Tekoha conheceu pessoalmente mais uma comunidade da sua rede: Ivaporunduva.

Simbolo Ivaporunduva - Na praça central de Ivaporunduva, fica o símbolo da luta da comunidade

Ivaporunduva fica no município de Eldorado, no interior de São Paulo e é a mais antiga das comunidades do Vale do Ribeira. Na região, no total são vinte comunidades, que vivem da colheita de banana, do peixe e da agricultura de subsistência. Ivaporunduva foi o ponto de partida dos demais bairros negros da região. Uma das primeiras pessoas a povoarem a região foi uma senhora chamada Joanna Maria, que chegou ao local com seus escravos e construiu uma casa onde atualmente é a sede da associação da comunidade.

Quem nos recebeu e guiou pela comunidade foi Bico, jovem liderança da região, que nasceu em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Ele nos contou sobre a história do lugar e conversou muito sobre como é a vida na comunidade. Conta que em meados dos anos 70 muita gente saiu da comunidade para tentar a vida na cidade, assim como seus pais, mas muitos deles acabaram voltando e foi assim que ele, apesar de ter nascido em Osasco, foi criado em Ivaporunduva.

Há documentação histórica narrando que essa senhora morreu em 1802, deixando suas terras como doação para seus escravos. No entanto, os quilombolas contam que, quando ela saiu para se tratar na cidade e morreu, escravos fugidos, que estavam nos arredores da região, se organizaram e tomaram a comunidade. Mas alguns moradores de Ivaporunduva dizem que sua fundação é mesmo anterior a 1720.

“Por volta de 1700, quem vivia aqui não eram mais os escravos. Só que eles viviam uma pressão muito forte, do pessoal que estava aqui para baixo e aqui para cima, que vinha aqui para pegar eles e levar de novo para vender. Vendiam em Iporanga, onde a mineração era muito forte, onde tinha muito dono de escravo”, conta Benedito Alves da Silva, liderança da comunidade.

Ivaporunduva é formada por 70 famílias, que vivem em uma vila localizada na beira do Rio Ribeira do Iguape, e em casas espalhadas, até cinco quilômetros de distância da vila. A maioria das casas da vila é de alvenaria e coberta com telhas, mas no interior da comunidade as casas ainda são de sapé, pau-a-pique, com chão de barro socado.

Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, na Comunidade André Lopes. Para cursar o Ensino Médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.

A comunidade de Ivaporunduva desenvolve uma série de projetos visando gerar alternativas de manejo de seus recursos naturais e de geração de renda. Por isso, a Patrícia do ISA também nos acompanhou na visita. Em parceria com o Instituto são desenvolvidos projetos de plantação de banana orgânica, produção de artesanatos com palha de bananeira, repovoamento do palmiteiro juçara e coleta seletiva de lixo. Em maio de 2003, a comunidade conseguiu o certificado de banana orgânica, concedido pelo Instituto Biodinâmico de Botucatu.

O trabalho com artesanato tem como fundamento a promoção de alternativas de desenvolvimento, de sustentabilidade sócio-econômica, cultural e educacional que possibilitam a permanência da população jovem dos quilombos em suas comunidades, diminuindo o risco de exclusão e marginalização que ocorrem quando migram para outras regiões. Entretanto o grupo de artesãs e artesãos começou com 40 integrantes e hoje são apenas 16. Érica, moradora da comunidade e artesã conta que o pessoal viu que não tava vendendo muito e foi desistindo…

Membros da Tekoha na casa da Érica - Casa da Érica (artesã), seus filhos, Bico, Henrique e Andressa

O processo produtivo do artesanato começou com a assessoria de técnicos da ESALQ/USP para aproveitamento do caule da bananeira. Hoje a comunidade conta com um grupo que produz bolsas, tapetes, jogos americanos, pulseiras, colares, cortinas, etc. A parceria entre a Esalq e o ISA tem mantido a assessoria técnica para a produção e comercialização das peças em feiras e por encomenda, entre as organizações que comercializam seus produtos, a Tekoha é uma delas, como mais uma forma de geração de renda.

Atualmente, a comunidade luta pela titulação das suas terras, pois assim, a construção de uma hidrelétrica na região não seria possível. A sua construção seria responsável pela inundação de 111 mil hectares, incluindo as terras mais férteis da região e parques ecológicos.

Igreja da Comunidade - O registro dessa Igreja é o documento mais antigo encontrado na região

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Restrição da Circulação de Caminhões em São Paulo

Junho 30th, 2008 de Andressa

Para quem mora em São Paulo, sabe o desespero que é estar na Marginal e ver que as duas faixas da direita estão entupidas de caminhões e as outras (duas ou três) que sobraram também estão entupidas de carros. E o trânsito não anda… duas horas da tarde e TUDO está parado!

Entretanto, entrou em vigor às 5h de hoje a restrição à circulação de caminhões de médio e grande porte numa área de 100 km² dentro do centro expandido da capital paulista. Os motoristas de veículos pesados não poderão circular das 5 às 21 horas. Os agentes de trânsito farão a fiscalização em pontos fixos, rondas e blitze. O motorista de caminhão grande que desrespeitar a medida poderá ser multado a cada duas horas, dentro da área de restrição.

O Secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, acredita que a mudança representará uma redução de 20% no volume de veículos nessa região no horário de restrição. “Esses caminhões que serão retirados correspondem a 7% da frota desses 100 quilômetros quadrados, mas, em relação ao volume, será de 20%, porque o caminhão é maior”, disse Moraes.

Saiba mais no Portal G1

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Comércio Justo

Junho 27th, 2008 de Henrique

Muitas pessoas questionam sobre o que é comércio justo, acreditamos que acima de tudo as relações devem ser transparentes até para as pessoas poderem avaliar se consideram essa ou aquela organização praticantes do comércio justo.

Abaixo segue a definição da wikipedia:

Comércio justo (Fair Trade em inglês) é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica, ou econológica como vem sendo chamada. Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que buscam o estabelecimento de preços justos bem como de padrões sociais e ambientais nas cadeias produtivas de vários produtos. O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato, café, cacau, chá, banana, mel, algodão, vinho, frutas in natura, e muitos outros (tradução livre).

Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa por seu trabalho. Neste comércio eliminam-se os intermedíários ao mínimo necessário.

Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido que pequenos produtores de países tropicais possam viver de forma digna ao fazeram a opção pela agroecologia, como agricultura orgânica.

O Comércio Justo é definido pela News! (a Rede Européia de Lojas de Comércio Justo) como: “uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentado. O Comércio Justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é a de promover a equidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização”.

Para saber mais acesse:

http://www.facesdobrasil.org.br/fb/ - Comércio Ético e Solidário

http://www.ifat.org/index.php?lang=es

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Barbeador elétrico vs Barbeador Manual

Junho 17th, 2008 de Andressa

“Usar o barbeador elétrico é menos danoso ao ambiente, no período de um ano”, diz o engenheiro Eduardo Antônio Licco, 59, professor do curso de gestão ambiental do Senac. No curto prazo, o barbeador elétrico gera menos resíduos do que o manual.

Outro ponto positivo do elétrico é que não precisa de água nem espuma. Já quem faz a barba com o manual pode gastar, em cinco minutos, até 12 litros de água, em casa, e até 80 litros, em apartamento –de acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Ecologicamente, um dos pontos positivos do barbeador elétrico sobre o manual é que ele pode abrir mão de água ou espuma

Mas o barbeador com lâminas descartáveis tem algumas vantagens sobre o elétrico: é mais simples e não consome energia. Colocando na balança os prós e os contras, porém, é mais provável que o elétrico leve a melhor, segundo o professor do Senac.

Ele afirma que, para saber com precisão qual o melhor método, é necessário analisar os ciclos de vida dos dois aparelhos.

“O impacto do gasto de energia é menor que o dano das lâminas descartáveis”, diz a engenheira Wanda Maria Günther, 50, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP. Ela afirma que nos aparelhos manuais a quantidade de resíduos não biodegradáveis descartados é grande, se considerado o conjunto da população, e pode ser perigosa para quem manipula o lixo.

Se uma pessoa se barbeia duas vezes por semana usando dois pares de lâminas por mês, em dez anos terá descartado 240 pares. No mesmo cenário, um barbeador elétrico usado por três minutos em cada vez pode consumir 26 kWh de energia em dez anos.

Os de tecnologia mais avançada podem gastar bem menos: 1,5 kWh. Barbeadores elétricos duram mais de dez anos, em geral. Nesse período, o consumidor poderá ter trocado lâminas e baterias duas vezes. Para atenuar esse impacto, as assistências técnicas da Braun e da Philips recebem baterias velhas.

CYRUS AFSHAR
da Folha de S.Paulo

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Revista Exame fala de profissionalização do Setor Social

Junho 9th, 2008 de Andressa

Conceitos já tradicionais no mundo dos negócios são cada vez mais incorporados por ONGs. E isso é uma boa notícia É o que fala a revista exame em reportagem de 15/05/08.

Por definição, nas organizações não-governamentais (ONGs), lucro é um conceito inexistente. Seja qual for a finalidade, ela deve estar dissociada da idéia de ganhar dinheiro. Essa característica fundamental das ONGs fez com que, por muito tempo, qualquer sinal de capitalismo fosse execrado. O preço pago, no caso de muitas delas, foi a ineficiência e o desaparecimento. “A competição na área social hoje é enorme e só sobreviverão as ONGs que aprenderem a gerir seus recursos de maneira eficiente”, diz Eduardo Carneiro, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) (…)

A apropriação de conceitos típicos do mundo dos negócios ainda é uma exceção entre as cerca de 300000 ONGs atuantes no Brasil, que em geral ignoram qualquer prática de boa gestão. (…) Um indicador é a expansão — ainda tímida — da área de Terceiro Setor da operação brasileira da KPMG, uma das maiores auditorias do mundo. A KPMG possui hoje 74 clientes do Terceiro Setor no país, sendo que dez deles contrataram os serviços a partir de janeiro deste ano. (…)

Leia essa reportagem na íntegra no Site do Planeta Sustentável

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