Agricultura Familiar - Região Sisaleira da Bahia - Atravessadores

Agosto 14th, 2008 de Drê

O Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Sisaleira do Estado da Bahia (CODES Sisal), região onde a Comunidade da Rede Tekoha Fibras do Sertão se encontra, realizou um encontro no dia 08 de agosto para discutir o preço mínimo do Sisal. Segundo o Presidente do CODES, o papel deles é o de conscientizar os produtores com relação ao desenvolvimento sustentável e combater a ação dos atravessadores. O evento aconteceu na casa da Cultura em Valente, e contou com representantes da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e entidades sociais da região. Para saber mais acesseo site do MOC e o da CONAB-BA

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Comércio Justo

Junho 27th, 2008 de Henrique

Muitas pessoas questionam sobre o que é comércio justo, acreditamos que acima de tudo as relações devem ser transparentes até para as pessoas poderem avaliar se consideram essa ou aquela organização praticantes do comércio justo.

Abaixo segue a definição da wikipedia:

Comércio justo (Fair Trade em inglês) é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica, ou econológica como vem sendo chamada. Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que buscam o estabelecimento de preços justos bem como de padrões sociais e ambientais nas cadeias produtivas de vários produtos. O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato, café, cacau, chá, banana, mel, algodão, vinho, frutas in natura, e muitos outros (tradução livre).

Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa por seu trabalho. Neste comércio eliminam-se os intermedíários ao mínimo necessário.

Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido que pequenos produtores de países tropicais possam viver de forma digna ao fazeram a opção pela agroecologia, como agricultura orgânica.

O Comércio Justo é definido pela News! (a Rede Européia de Lojas de Comércio Justo) como: “uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentado. O Comércio Justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é a de promover a equidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização”.

Para saber mais acesse:

http://www.facesdobrasil.org.br/fb/ - Comércio Ético e Solidário

http://www.ifat.org/index.php?lang=es

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Alimentação

Outubro 16th, 2007 de Henrique

SLOW FOOD

“É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”. – Carlos Petrini, fundador do Slow Food.

Há 20 anos, um grupo de amigos de 15 diferentes países, liderado pelo gastrônomo italiano Carlo Petrini, resolveu criar um movimento que defendesse, entre outras coisas, o resgate do apreço pela boa comida e o repúdio à tendência de padronização do paladar promovido pelo fast life. As refeições dos “fast food” não podem simplesmente devastar as elaborações caprichadas e que valorizam os ingredientes típicos de cada região.

“O Slow Food é a soma entre prazer da alimentação e a ética. Pretendemos somente preservar as tradições gastronômicas e pequenos produtores que estão a margem da globalização”, diz Roberta de Sá Miranda, coordenadora do movimento no Brasil, que existe desde 1999.

O Slow Food também encoraja o crescimento do movimento das Citta Slow, um grupo autônomo de vilas e cidades determinadas a melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, principalmente a alimentação dos mesmos. As Cittas Slow aderem a uma série de diretrizes para as tornar mais agradáveis para viver, como por ex fechar o trânsito no centro da cidade um dia por semana, adotar políticas estruturais para conservar as características históricas da cidade. Criam espaços e ocasiões para o contato direto entre produtores e consumidores. Essas cidades existem por toda a parte, desde a Noruega até o Brasil, contando com várias pela Itália.

Para saber mais acesse: www.slowfoodbrasil.com e www.cittaslow.net.

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Comunidade Urucureá

Outubro 15th, 2007 de Henrique

COMUNIDADE URUCUREÁ

Urucureá situa-se no Rio Tapajós, próximo a Santarém no Pará. Essa foi uma das primeiras comunidades atendidas pelo Projeto Saúde e Alegria e também a primeira a entrar na Rede Tekoha.

O trabalho do Saúde e Alegria baseia-se em três pilares: Saúde Comunitária; Educação, Cultura/Comunicação e Economia da Floresta/Geração de Renda. No que se refere à Geração de Renda, cada uma das populações atendidas pelo projeto é incentivada a desenvolver e aproveitar o que a sua comunidade tem de melhor para se tornar sustentável.

No caso de Urucureá, com o apoio à Mulher Cabocla, as mulheres da comunidade revitalizaram uma antiga tradição que estava sendo abandonada: a produção de cestarias em palha de tucumã (Astrocarium tucuma), uma palmeira nativa encontrada em grande parte da Amazônia.

Partindo da realidade existente, das necessidades mais prementes e da contrapartida dos moradores, o PSA busca soluções simples e adaptadas a partir dos recursos disponíveis nas próprias comunidades. Os programas procuram envolver todos os grupos e faixas etárias, tais como lideranças, produtores rurais, monitores de saúde, parteiras tradicionais, mulheres, professores, jovens e crianças. Estes agentes são capacitados como multiplicadores das ações, qualificando a própria população para atuar de modo ativo e determinante na promoção de seu desenvolvimento e na defesa do meio ambiente.

A partir do resgate das técnicas artesanais, da diversificação dos produtos, do melhor controle de qualidade e do fortalecimento da organização e auto-gestão comunitária, o Grupo de Mulheres não apenas aumentou a produção, como também passou a comercializá-la nos grandes centros urbanos do País. Hoje, o Grupo destina 15% da receita das vendas para um fundo rotativo da comunidade, utilizado para ações que favoreçam o combate à desnutrição e à saúde materno-infantil.

A Associação da Comunidade de Urucuréa é liderada pela Rosângela e é a primeira mulher jovem presidente de uma comunidade. Atualmente contam com 34 famílias na atividade de produção de cestaria em palha, que promoveu um aumento de 80% da renda familiar. O manejo da palha é certificado pela Imaflora, que garante a inserção dos seus produtos no mercado nacional em grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro, São Paulo, Natal e Manaus.

Os produtos produzidos em Urucureá podem ser vistos na Loja Virtual Tekoha.

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Cacauí - Eventos Sustentáveis

Agosto 14th, 2007 de Henrique

Cacauí é uma empresa de eventos que busca estabelecer uma relação de simbiose entre fornecedores, consumidores e o meio ambiente, desenvolvendo suas atividades com base nos princípios do equilíbrio ambiental, do comércio ético-solidário e do consumo consciente e saudável.

Os produtos oferecidos pela Cacauí são na sua maioria orgânicos e adquiridos de cooperativas, associações comunitárias, projetos sociais e pequenos produtores rurais. O objetivo é fortalecer a organização social, a capacitação profissional e o aumento da renda destes fornecedores, bem como conscientizar os participantes dos eventos sobre os benefícios socioambientais e de saúde deste padrão de produção e consumo, e indiretamente, garantir a continuidade destes projetos.

O trabalho da Cacauí é muito interessante, nós da Tekoha, conhecemos o trabalho delas por uma rede de empreendedores da Artemisia da qual fazemos parte! Vale a pena, entrar em contato para fazer do seu próximo evento, um evento sustentável!

Para saber mais acesse www.cacaui.com.br ou entre em contato (11) 3813.8708 - eventos@cacaui.com.br.

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O que é o comércio justo

Maio 18th, 2007 de Henrique Bussacos

COMÉRCIO JUSTO

    O Comércio Justo e Solidário é “uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito. Contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condições de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul do mundo.”

Princípios do Comércio Justo

1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro (“people before profit”);

2. A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);

3. Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização;

4. Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;

5. A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas;

6. A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;

7. A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;

8. A educação e a participação em campanhas de sensibilização;

9. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

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