Economia solidária cresce
Nessa semana, a página do Instituto Akatu , falou sobre um relatório publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego que mostra que os empreendimentos solidários são cada vez mais numerosos, porém enfrentam dificuldades para se colocar no mercado.
De acordo com o Relatório Nacional do Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária, já são mais de 21 mil organizações brasileiras que obedecem aos critérios de cooperação, autogestão, viabilidade econômica e, sobretudo, solidariedade, que permitem que elas sejam incluídas nesse estudo.
A relação das 30 atividades mais desenvolvidas pelas organizações de economia solidária está focada na produção e comércio de produtos oriundos de cinco setores: lavoura; têxtil; manufatura de madeira, palha e cordas; alimentos; e reciclagem.
O principal motivo que leva as pessoas a organizarem um empreendimento de economia solidária é que ele representa uma alternativa ao desemprego. Em segundo lugar, porque é uma oportunidade de ganhar mais do que o que obtinham com outras formas de trabalho. E em terceiro lugar, a economia solidária aparece como um complemento de renda.
Mas a renda obtida com esses empreendimentos ainda é bastante modesta. A maior fatia, 36%, fatura entre R$ 1.000 e R$ 5.000 por mês; 24% não consegue ultrapassar os R$ 1.000 mensais; e apenas 4,8% registram uma entrada de caixa superior a R$ 100 mil.
Esses depoimentos mostram como é difícil consolidar algo tão importante como uma empresa baseada nos princípios da economia solidária. O consumidor consciente pode ajudar, procurando saber onde estão esses empreendimentos e apoiando-os pela compra de seus produtos. Quem quiser conhecer o Relatório na íntegra, pode consultá-lo no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
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