Economia Consciente

Setembro 12th, 2007 de Henrique

Quando falamos em sustentabilidade, imaginamos três pilares: a economia, a sociedade e o meio ambiente. Bom, o meio ambiente é a natureza, a fauna, a flora etc, a sociedade são as pessoas e quem é a economia? Vejo a economia como o “entre”, o equilíbrio (ou desequilíbrio) das relações entre indivíduos, entre indivíduo e sociedade, entre sociedade e meio ambiente etc. Portanto, se eu tivesse que definir três pilares falaria do indivíduo, da sociedade e do meio ambiente. E a economia seria o sistema de relações entre esses pilares.

Quando pensamos em relações econômicas tendemos a nos limitar a relações monetárias, que têm dinheiro envolvido. Quando uma senhora cuida dos filhos da vizinha, ela está prestando um serviço, mesmo que não receba um pagamento em dinheiro por isso. Ao construir uma casa em mutirão as pessoas estão prestando serviço mesmo que não recebam em reais. Enfim, existe uma grande economia paralela que a futurista Hazel Henderson (www.hazelhenderson.com) chamou de Economia do Amor. Como seria avaliar a economia do amor na sua organização? Ou até em nosso país?

Outra faceta da economia é a espiritualidade. Amit Goswami (www.amitgoswami.com) cunhou o termo Economia Espiritual. Como as pessoas estão evoluindo espiritualmente dentro das organizações? Ao inspirar pessoas à refletir sobre sua espiritualidade, independente de ter ou não uma religião, a organização contribui para às pessoas, mesmo não havendo uma transação financeira nesta relação.

Estas são algumas facetas da economia que podemos enxergar ao mudar nosso jeito de olhar para a economia e para as relações. Coloque aqui neste blog outras facetas da economia que você está vendo!

Enquanto o parâmetro de sucesso de uma pessoa, uma organização, um país ou do mundo estiver baseado apenas em crescimento material, não mudaremos os nossos comportamentos e das outras pessoas. É preciso incluir no nosso parâmetro de sucesso, a felicidade, a espiritualidade, assim podemos passar a pensar no crescimento material não como um fim em si mesmo, mas como algo que pode deixar as pessoas realmente mais felizes e facilitar a elevação do nível de consciência de todos nós.

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