Capim Dourado brota das veredas do serrado

Agosto 31st, 2009 de Henrique Bussacos

Assista matéria sobre o capim dourado transformando as comunidades, que foi ao ar no ultimo sábado (29/08) no programa Ação da rede Globo.

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Paquetá em Santos

Agosto 4th, 2009 de Drê

Após mais de um mês combinando, dia 26 de julho de 2009, às 8h40, um domingo, eu estava na porta da Ekoa para rumar à Santos numa visita às meninas que produzem os colares, brincos e chaveirinhos de chita que a Tekoha comercializa, a Comunidade de Paquetá.

Saída prevista para impreteríveis 9h da manhã, aconteceu às 9h35, quando finalmente a Flávia chega esbaforida após subir a Fradique.

Eu (Andressa), Dannynha, Henrique, Anastasia, Flávia e Felipe (funcionário da Ekoa que quis nos acompanhar) rumamos Imigrantes abaixo para Santos, na zona portuária, no centro velho da cidade.

Chegamos lá por volta das 11h, quando a Leidiane (liderança das Raízes Corticeiras) já estava preocupada, porque o número do celular que ela tinha do Henrique já não era mais o que ele usa. Descemos todos do carro e ficamos esperando a Leidiane chegar na sede da Associação dos Moradores do Centro.

A Associação fica bem ao lado do porto e bem na frente da estação onde se pega a catraia – Bacia do Mercado – e a balsa para ir a São Vicente de Carvalho / Guarujá. O que é a catraia? Conto mais a frente…

Logo em seguida, de bicicleta, chegam a Leidiane e a Letícia. A Letícia é a filhinha da Leidiane, que segundo a Leidiane e as amigas dela foi criada em meio a chita e colares! Um molho de chaves enorme separava a rua da Associação. Quando a portinha se abriu, subimos por uma escada cumprida e chegamos a uma sala que tinha mais quatro portinhas. Numa delas, tinha escrito em letras de papel recortadas: RAÍZES. Ali é o atelier das Raízes Corticeiras: onde todos os colares, brincos e chaveiros são produzidos. A sala tem aproximadamente 4 x 3 m2 e um banheirinho.

Logo em seguida, chegaram mais pessoas, também integrantes do Raízes Corticeiras dentre elas Francine, Nai e Jackson. Conversamos muito com o Jackson e com a Nai, que são jovens lideranças na região do Paquetá. Jackson nos contou que até mesmo para o Canadá ele já foi representando a Associação para apresentar o caso de sucesso que é a mobilização social jovem do bairro.

A Leidiane nos contou que a sede do Raízes foi reformada pelo pai dela, que pintou, trocou o forro e limpou todo o espaço. O prédio é alugado pela Associação de um “cara”. Eles querem deixar de pagar o aluguel de lá, mas de maneira nenhuma querem sair do Centro de Santos! O Jackson e a Nai nos contaram também que em janeiro de 2007, receberam um financiamento da Petrobrás para o Projeto do Raízes Corticeiras, mas até hoje o dinheiro não saiu. Isso não foi impecilho para eles continuarem crescendo, aumentando o portfolio dos produtos e criando! “Parece que agora a grana sai” – contam – “enviamos o último documento que eles pediram. Vamos ver! Já faz mais de ano que deveríamos ter recebido. O lançamento da linha de couro era para ter sido feito com esse dinheiro, mas já lançamos mesmo sem a grana e mandamos para o pessoal da Petrobrás para eles verem… eles adoraram! Com esse dinheiro, agora, quando vier, queremos abrir uma loja no Shopping só com os nossos produtos”.

Paquetá também é o nome do cemitério que fica bem no meio do bairro. O Cemitério do Paquetá, na cidade de Santos/SP, o mais antigo cemitério da cidade, fundado em 30 de novembro de 1854, abriga entre seus 26 mil metros quadrados, alguns “moradores ilustres” como o pintor Benedicto Calixto, os poetas Martins Fontes e Vicente de Carvalho e o Ex-Governador do Estado de São Paulo Mário Covas.

O Cemitério também é conhecido pelo seu fantasma igualmente ilustre: O Fantasma do Paquetá. As histórias contam que no portão do Cemitério, no início do século, à meia-noite, rondava entre as ruas Bittencourt e Rua São Francisco uma fantasma (sim, mulher!) que ora estava vestida de branco, ora de branco. Ela fantasma acenava com lenço branco e o colocava nos olhos por baixo do véu que lhe cobria a cabeça, como se enxugasse uma lágrima.

Histórias e Lendas a parte, logo em seguida de conhecermos a Sede da Associação e o QG das Raízes, fomos visitar o canteiro de obras, onde estão sendo construídas 130 undiades de moradia: tudo em modelo de mutirão. A comunidade está sendo financiada pelo Governo Federal. Cada unidade poderá ter até 3 quartos, sala, cozinha e banheiro e aproximadamente ¼ do valor total de cada uma das unidades é paga em formato de trabalho comunitário. Esse modelo de financiamento do Governo Federal para essa construção foi conseguido totalmente por força e pró-atividade da comunidade. Pelo modelo de mutirão, entregarão as unidades em menos da metade do tempo que um empreendimento desse porte feito apenas com força da CDHU, por exemplo.

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No caminho indo ao canteiro de obras, vimos onde serão as sedes da padaria comunitária e da creche comunitária 24 horas. Estão aguardando a liberação da verba já conseguida, para iniciarem as obras. Muitos dos moradores (mães e pais) da região trablham também a noite em empresas que prestam serviços ao Porto, ou como garotas de programa, ou fazendo bicos e não têm com quem deixar os filhos no período da noite: daí surgiu a idéia da creche 24horas.

Na volta, decidimos fazer um passeio de catraia. Eu disse que explicaria o que é a catraia, né?…
Da primeira vez que andei de catraia, a única palavra que encontrava para descrever a experiência era: indescritível. Eu precisava levar todo mundo lá para experimentar também!

A partir daqui, vou descrever a minha primeira experiência de catraia, isso que queria compartilhar com todo mundo:

Entrei, junto com o grupo que estava em janeiro de 2009, num barquinho de motor a diesel de uns 4 metros de comprimento por 1,5 de largura. Dois metros à minha frente, um túnel, no qual entramos.

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Que raio de túnel era aquele? Com aquele cheiro estranhíssimo, igualmente indescritível… e eu olhava para cima e entre as ripas de madeira que cobriam o tal tunel, umas pessoas, carros passando, ouvia barulhos fortes de coisas caindos… e mais uma vez: aquele cheiro estranho, misturado ao da fumaça do diesel queimado do motor do barquinho… E a iluminação que vem e vai, conforme os espaços entre as ripas de madeira…
Esse trajeto até descobrir onde eu estava durou mais ou menos 5 minutos. E quando menos eu esperava, literalmente eu vi a luz do fim do túnel. Junto com a luz, descobri que esse tunel terminava entre dois navios cargueiros estrangeiros colossalmente gigantescos, pretos, enormes (!). E eu naquele barquinho minúsculo… mais uns 500 metros a frente, São Vicente e também a balsa. Mas eu não conseguia tirar os olhos daquele buraquinho escuro entre as duas barcaças, que ficava cada vez menor, conforme íamos chegando mais perto da margem: Eu estava bem no meio do Canal do Porto de Santos e o tal tunel tinha atravessado por baixo, todo o Cais do Porto.

Voltando à visita da Tekoha a Paquetá…
No trajeto da catraia, todo mundo estava com a mesma sensação que eu tive em janeiro de 2009: “onde estamos? Onde esse tunel vai dar? Que cheiro é esse?”, mas dessa vez, o porto estava vazio, não tinham os cargueiros enormes para dar aquele BAAAQUE… de qualquer maneira a experiência foi válida! Chegamos do outro lado e embarcamos na balsa tradicional para voltarmos: tudo isso acompanhados e muito bem ciceronados pela Nai e pelo Jackson!

Voltamos, nos despedimos e fomos para a Orla almoçar, para voltar para São Paulo! Um dia feiozinho em São Paulo, nublado e garoando, nos levou a um dia semi-ensolarado em Santos, no qual conhecemos pessoas lindas e pudemos nos conectar não-virtualmente com elas! ;)

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Boracea

Julho 8th, 2009 de Henrique Bussacos

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Ivaporunduva: um quilombo aposta no desenvolvimento sustentável

Julho 7th, 2009 de Henrique Bussacos

Imersas na maior área contínua da Mata Atlântica brasileira, 92 famílias lutam para preservar os recursos naturais, a cultura e a organização socioeconômica tradicionais

No Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, 267 km ao sul da capital, está instalado desde o início do século XVI o quilombo de Ivaporunduva. Fica ao longo da estrada que liga os municípios de Eldorado e Iporanga, às margens do Rio Ribeira do Iguape. A comunidade local é formada por quase 500 quilombolas que apostam no turismo e no artesanato, além da produção e comercialização da banana orgânica, como as principais fontes de renda.

Entre os pouco mais de 30 quilombos que se espalham pelo vale, Ivaporunduva é um dos mais visitados, já que possui o mais consistente programa de turismo ecológico para receber visitas de turistas, grupos escolares e pesquisadores. O cultivo tradicional de roça garante a sobrevivência da comunidade com a produção orgânica de arroz, mandioca, milho, feijão, verduras, legumes e pequenas propriedades pecuárias.

“As refeições da nossa comunidade são 99% orgânicas. Não se pode dizer que é 100% porque compramos alguns produtos, como óleo e sal, e não podemos garantir sua procedência”, explica Benedito Alves, coordenador da Associação dos Moradores do Quilombo de Ivaporunduva. Aos 54 anos, Alves se gaba de nunca ter sofrido de uma doença grave, uma saúde mantida à base de alimentos naturais. “Para casos pequenos como dor de cabeça, temos nossa farmácia natural que cresce por todo o lado”, completa sorridente.

Todos produzem, todos ganham
A economia do quilombo está organizada sob o sistema de cooperativa, da qual todas as famílias são associadas. Os produtos são comercializados em diversas regiões do Estado. “Estabelecemos um sistema de cotas por família. Desse modo, garantimos que todas as famílias tenham rendimentos da produção da banana orgânica, do artesanato local e das receitas do turismo”, explica o gestor ambiental Paulo Pupo, quilombola local e coordenador de turismo.

“É claro que queremos que nossa produção seja mais eficiente, mas só vamos apostar em tecnologias limpas para preservar a relação de respeito que nosso povo tem com os recursos naturais como a terra, água e a mata”, garante Benedito Alves. “Não vamos fazer nada que vai agredir essa riqueza que temos aqui.”

Cada uma das atividades é gerida por uma coordenadoria que se encarrega das certificações (banana orgânica), licenciamento e patentes (artesanato), formação e gerenciamento de técnicos locais que trabalham como guias turísticos, além dos contatos e o fornecimento da mercadoria em várias cidades.

Pupo acredita que tem crescido a consciência dos consumidores brasileiros em relação à oportunidade que cada um tem de contribuir para a sustentabilidade do planeta. “As pessoas que compram nosso artesanato, por exemplo, se emocionam ao saber do trabalho social que está por trás dele e sempre recomendam os produtos a mais pessoas”, revela.

Infra-estrutura avança
As raras residências se espalham em um raio de aproximadamente cinco quilômetros quilombo adentro e estão conectadas por estreitas estradas de terra abertas entre a mata verde. Elas são em sua maioria construídas de pau-a-pique, apesar do número considerável de casas de alvenaria que começam a surgir. O sistema de esgotos ainda é precário, mesmo sendo uma das prioridades de melhoria da atual gestão, segundo Alves.

Às quartas-feiras, um caminhão da prefeitura recolhe o lixo reciclável, cuja quantidade tende a aumentar devido ao emergente comércio local de alimentos processados. Uma ponte sobre o Rio Ribeira do Iguape está em fase de construção. Até 2012, ela deve substituir um pequeno barco e uma balsa que fazem a travessia de pedestres e de pessoas motorizadas. Os moradores acreditam que, com a facilidade de acesso, vai aumentar o número de visitantes à comunidade.

Educação, tecnologia e inclusão digital
Os investimentos da prefeitura local e as parcerias com diversas entidades renderam uma escola de ensino fundamental, um posto de saúde local e a instalação de um telecentro comunitário com computadores ligados à internet, permitindo a inclusão digital da comunidade. Hoje, a cada fim de tarde, os jovens se dividem entre assistir televisão, acessar a internet ou participar das centenárias rodas de histórias contadas na praça central em volta da fogueira.

“A diversidade que temos hoje não são uma ameaça à nossa cultura, até porque boa parte de nós já morou em cidade grande por muito tempo, mas quase todos retornaram. Nós não somos contra as tecnologias e cada um é livre para fazer o que quiser”, defende o quilombola Laudo Furquim, que hoje trabalha na coordenadoria de turismo depois de uma experiência de seis meses no ramo da construção na cidade de São Paulo.

Benedito Alves reforça a necessidade de parcerias e investimento em novas tecnologias, desde que elas ajudem no desenvolvimento local. Segundo Alves, Ivaporunduva tem atualmente 16 jovens que foram beneficiados com bolsas de estudo e freqüentam o ensino superior à distância, além de outros quatro que já possuem diplomas e hoje trabalham “na comunidade e pela comunidade”.

“Esses jovens sabem que essa região é cobiçada pelas grandes indústrias. Mas sabem também que seus pais e avós lutaram bravamente para manter viva a história e a cultura do nosso povo. Por isso, em vez de tentar proibir, estamos certos de que a melhor opção é conscientizar essa geração para a necessidade de usarem o conhecimento adquirido no desenvolvimento e preservação da cultura quilombola”, alerta Alves. “E eles só podem fazer isso permanecendo aqui”.

Essa reportagem saiu no boletim da Akatu!
A Tekoha trabalha com os produtos de Ivaporunduva!

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Indicação de Livro

Julho 2nd, 2009 de Henrique Bussacos

Para quem quer entender mais sobre mandalas: o que elas representam e o significado!

Esse livro é um livro experimencial! Ele faz com que você tenha uma experiência de relacionamento com as formas que ele te apresenta! Muitíssimo indicado!

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Mandalas

Julho 2nd, 2009 de Henrique Bussacos

Mandala é uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia.

Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, VII e XVIII.

A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na Terra e no Cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as conchas, as estrelas, os planetas, o Sol, a Lua, as nebulosas, as galáxias. Se observarmos o cotidiano a nossa volta, perceberemos estruturas mandálicas onde nunca pensaríamos haver, como no gostoso pãozinho ou no macarrão que comemos: começam com a massa que depois de amassada vira uma bola – mandala tridimensional – para crescer. O prato onde comemos tem a forma circular, e quando nos servimos formamos uma mandala colorida, que irá nos alimentar e nos nutrir, dando energia e vitalidade ao nosso corpo. A própria Terra foi formada por uma explosão de forma mandálica.

A mandala pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual. A mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior. Podemos usar uma mandala para a cura emocional, que refletirá positivamente em nosso estado físico, e assim ficaremos com mais saúde e vigor. Também podemos utilizar uma mandala para a cura de ambientes, como o familiar e o de trabalho, ou para preparar um espaço especial, onde você irá meditar ou fazer sessões de cura, como massagem, Reiki, astrológica, psicoterápica, atendimento clínico.

fonte: Mundo das Mandalas

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Promotoria Cria Blog sobre serviços dos Ônibus em São Paulo

Junho 9th, 2009 de Henrique Bussacos

Você não sabe onde reclamar sobre o ônibus que você pega todo dia lotado?

Acha absurda a falta de respeito que alguns motoristas têm com os passageiros e até mesmo com motoqueiros e/ou motoristas de outros veículos?

O cobrador de alguma linha é folgado?

Você se sente desprotegido e/ou em perigo ao descer em algum ponto específico, mal iluminado etc?

A Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público criou um blog para coletar informações e reclamações da população sobre o sistema de transporte coletivo da capital, prestado por empresas contratadas pela Prefeitura sob concessão ou permissão.

Queixas e observações postadas no blog pelos usuários vão servir para subsidiar o inquérito. Se apurada omissão por parte da Prefeitura e de seus agentes, o Ministério Público poderá propor uma ação civil pública contra a administração municipal.

Clique na imagem abaixo e confira o Blog!

Blog do ônibus - blog onibus

Via twitter também serão coletadas infos!
twitter.com/blogdoonibus

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Tekoha na FSP - 31/05/09

Junho 3rd, 2009 de Henrique Bussacos

MISTURA

EMPRESA UNE ATACADO COM PRÁTICA DE COMÉRCIO JUSTO

A estratégia da empresa Tekoha, de Henrique Bussacos, 29, é montar uma rede de comunidades ligadas a projetos sociais e articular as criações para desenvolver produtos em escala que atendam principalmente o mercado corporativo.
Segundo ele, a exigência de 50% do valor final do produto para as comunidades (norma do comércio justo) impossibilita o negócio. Na outra ponta, as margens altas do mercado de artesanato não distribuem renda pois pagam pouco às comunidades. A solução foi mesclar práticas.
A Tekoha foca na comercialização e na distribuição e informa como chegou ao preço final, discernindo os custos com transporte, impostos, embalagens e seu percentual e o da comunidade. “Tira um pouco a “bombada” na margem do produto”, diz Bussacos a respeito do efeito da sua política de preço no planejamento da firma.

Caderno de Negócios

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Mundo de Plástico

Maio 6th, 2009 de Henrique Bussacos

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Raízes Cortieiras no Ação Hoje!

Maio 2nd, 2009 de Henrique Bussacos

O programa mostra a arte das moradoras dos cortiços de Santos, no litoral paulista. O barulho do trem não atrapalha a concentração. O grupo Raízes Corticeiras existe há dois anos.
“É um grupo de mulheres moradoras de cortiços que vendem bijouteria de chita. A gente faz bijouteria de tecidos e agora estamos com uma linha nova de couro. A gente recebe algumas doações de fábricas de bolsas de couro e faz. A chita a gente compra”, diz Gledisnai Faustino, 19 anos, coordenadora geral do projeto.

As dez integrantes se reúnem na associação cortiços do centro. São responsáveis pela confecção e pela venda dos produtos.

“O ponto do tecido a gente já sabia, cada uma já sabia, que a mãe, a avó, já ensinam. Agora só a chita, só o modelo da bijouteria que a gente aprendeu aqui. É. A gente tem uma parceria com o instituto elos que eles fazem a parte do designer pra gente, só que cada uma tem um todo o direito de criar, que é o que as meninas fazem”, diz Gradsnay.

“É uma valorização humana, é uma cidadania plena, sem ter que ficar vivendo só do assistencialismo, de só reclamar e não fazer nada. E assim, elas acabam descobrindo o talento que cada uma tem, que é legal e o legal é que não é a ACC que administra a parte financeira, são elas que fazem e administram também a parte financeira”, diz Samara Margareth Conceição Faustino, presidente da Associação dos Cortiços do Centro.

O lucro é reinvestido na produção e dividido entre as artesãs.

“É uma forma de gerar renda pra cada uma das famílias, porque o dinheiro vem, e é uma forma de ajudar em casa também”, diz Gradsnay.

“Pra mim foi muito bom, porque eu não tinha outra renda também e no momento, essa chegou na hora certa”, diz Joaquina do Socorro Lima, 60 anos.

“Eu não tinha como sustentar a minha filha, aí teve essa oportunidade, fazer bijouteria, vamos aprender, aí eu falei - eu não sei costurar -, mas é um ponto de fralda, tu aprende -, e eu batendo na tecla que eu não sabia. Aí eu falei - vou tentar -, tentei, estou desde o começo, nunca desisti”, diz Leidiane Silva Mendes, 23 anos.

Leidiane levou o trabalho para dentro de casa e a família, para o projeto.

Eu faço chaveiro e broche, eu começo fazendo assim. primeiro eu pego a agulha, faço um fuxico direitinho, diz Maria da Silva, 52 anos.

Mudou bastante coisa, porque agora eu tenho uma renda. Quando tem encomenda, a gente se vira nos 30. A gente coloca até os maridos pra fazer, eu ensinei o meu, a minha irmã ensinou o dela, eles não faz parte mas sempre dá uma mão, sempre ajuda a gente, diz Taiane Silva Mendes, 21 anos, irmã.

O nome “raízes corticeiras” é uma homenagem à origem das integrantes.

“A gente mora em cortiço e também tem uma planta que chama de corticeira. A nossa presidente deu essa sugestão pra nós, ficava muito legal esse nome. Em homenagem à planta, esse pé de árvore, e que a gente mora em cortiço”, diz Joaquina do Socorro Lima, 60 anos.

O próximo objetivo do grupo é abrir uma loja própria no país, mas as peças já conquistaram um mercado bem longe das raízes.

“A gente começou, na verdade, a vender pra fora do país, agora que a gente vende mais aqui no Brasil. Tem um, a gente teve um ponto de venda em Boston. Já foi pro Canadá, pra Grécia, pra Argentina, pro Equador, pra Inglaterra, pra vários países, através de pessoas que vem visitar a comunidade, daí conhece o nosso trabalho, acaba gostando e leva”, diz Gradsnay Faustino, 19 anos, coordenadora geral do projeto.

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